Inadimplência em BH recuou 1,74% em agosto, revela pesquisa da CDL/BH

Economia

Belo Horizonte, 16 de outubro de 2020 - A inadimplência vem em uma curva decrescente na capital mineira desde o mês de junho. Prova disso, é que o mês de agosto registrou a queda mais significativa, com 1,74%, conforme mostra pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).
 
Na visão do presidente em exercício da entidade, José Angelo de Melo, a reabertura do comércio e serviços permitiu uma alavancada na atividade econômica. “Aliado a isso, temos a entrada de capital extra na renda das famílias, com o auxílio emergencial. Esses fatores possibilitaram uma desaceleração da inadimplência, pois, como um dinheiro a mais, as pessoas estão conseguindo quitar seus débitos”, analisa Melo.
 
Ainda de acordo com o presidente, a parada de demissões também é crucial para o pagamento das dívidas. “Em julho, pela primeira vez desde o início da pandemia, o saldo de contratações foi positivo. A contratação de mão de obra, mesmo que de maneira discreta, permite que a renda circule, possibilitando o pagamento das obrigações financeiras”, destaca Melo.
 
Outro fator importante para esse recuo das dívidas é a mudança do comportamento de compra da população. Em momentos de incerteza, como os provocados pela pandemia de Coronavírus, as pessoas tendem a evitar compras não planejadas e por impulso.
 
Na comparação anual, o indicador de dívidas também segue a tendência de queda observada nos últimos anos. A pesquisa revela que o número médio de dívidas voltou a atingir o menor patamar da série histórica, com 1,87, em agosto. No mesmo período de 2019, a média foi de 1,96.  Na avaliação geral, a inadimplência anual em 2020, até o momento, registrou queda de 5,69%. Em agosto de 2019, o índice ficou em 4, 75%.
 
Quem são os devedores?
 
Pelo sexto mês consecutivo, os jovens adultos (entre 18 e 24 anos) representam a maior fatia de devedores, 73,81%. “Isso ocorre, pois, os jovens são mais impactados pelo desemprego”, frisa o presidente em exercício. Na avaliação por gênero, o indicador de inadimplência apresentou queda para ambos. Observou-se um recuo mais intenso para as mulheres (2,14%) em comparação aos homens (1,94%).
 
A pesquisa demostra que, pelo segundo mês consecutivo, os homens apresentam menor taxa de desemprego em comparação às mulheres: homens – 9,2% e mulheres 11,2% (4º trimestre 2020 – IBGE). O rendimento mensal dos homens é 48,76% maior para os homens: (homens R$ 3.435,00 / mulheres R$ 2.309,00 – 4º tri. 2020 – IBGE).
 
Empresas estão devendo menos
 
Em relação às empresas, o indicador mensal de devedores registrou desaceleração de 6,97%. O índice vem apresentando queda pelo quinto mês consecutivo. “Fatores como a flexibilidade para negociar dívidas e maior prazo para pagar suas contas, adiamento de obrigações tributárias e previdenciárias, estão possibilitando a queda da inadimplência”, avalia Jose Angelo de Melo.
 
Na comparação anual, o indicador de dívidas das pessoas jurídicas da capital apresentou queda de 11,69% em comparação ao mesmo período no ano anterior. Com uma tendência de desaceleração observada desde o fim de 2019, o mês de agosto de 2020 registrou a maior retração do índice na série histórica (janeiro de 2011). “O número médio de dívidas entre as empresas registrou a menor média já observada, 1,82. Em agosto de 2019, foi 1,92”, revela o presidente em exercício.
 
Estado também registra queda mensal, mas na comparação anual houve aumento
 
Em Minas Gerais, o índice de devedores entre pessoa física recuou 0,50% no mês de agosto. Na base de comparação anual, entretanto, houve um avanço de 1,30% frente ao mesmo período do ano anterior (agosto/2019).  A pesquisa, também realizada pela CDL/BH, destaca que, mesmo com o processo de reabertura gradual do comércio, a inadimplência não desacelerou no período de 12 meses.
 
No acumulado de janeiro a julho de 2020, foram registradas 930 mil demissões no estado e o saldo do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou saldo negativo de 102 mil postos de trabalho. Soma-se a esses fatores a queda de renda da população, principalmente dos informais. Tudo isso tem colaborado para o avanço da inadimplência no estado.
 
O indicador de inadimplência para pessoas jurídicas do estado registrou queda de 6,56% em comparação ao mesmo período do ano anterior (agosto/2019). Desde abril deste ano, o índice vem apresentando tendência de queda. Fatores como o adiamento de obrigações previdenciárias e tributárias, a flexibilidade para negociar as dívidas e a extensão do prazo para pagar suas obrigações, vêm permitindo a queda da inadimplência, ainda que a atividade econômica não tenha colaborado em função das restrições impostas pela pandemia.
 
A agricultura foi o único setor que registrou avanço nas dívidas (1,12%). Os outros apresentaram desaceleração. Os economistas da CDL/BH destacam que “essa tendência é observada, pois, a Agricultura foi o único setor que não parou suas atividades ao longo do período da pandemia, ao contrário dos demais”.
 
Com propensão de desaceleração desde janeiro de 2019, os últimos cinco meses apresentaram maior intensidade de queda para o indicador. “Cabe destacar que o número médio de dívidas foi de 1,813, o menor da série histórica e, inclusive, menor que a média de dívidas de pessoas físicas (1,861). O indicador de Dívidas PJ em agosto de 2019 foi de 1,951, o de julho de 2020 registrou 1,833”, finaliza José Angelo de Melo.
 

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