Chega de tantos impostos


De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o brasileiro trabalha 153 dias por ano apenas para pagar impostos. Embora, boa parte da população não perceba, somos tributados o tempo todo. Da compra do pão francês à aquisição de uma caneta, nenhuma transação está livre da cobrança dos impostos. Para se ter uma ideia disso, de todo o rendimento que os cidadãos ganham, mais de 40% são destinados para o pagamento dos impostos.

São muitos os problemas que enfrentamos no nosso atual sistema tributário. Um deles, é que a maior parte da tributação brasileira incide sobre o consumo e os salários. Segundo levantamento do Conselho Nacional de Economia (Cofecon), 72% dos tributos estão concentrados neste dois pontos, o que desestimula a economia e agrava as desigualdades. Em países desenvolvidos, a tendência é que a oneração incida sobre patrimônio e a renda do capital e não sobre o consumo.

São muitos impostos e com altas alíquotas num país que precisa crescer e respeitar seu cidadão. São milhares de entraves burocráticos para que o sistema tributário seja forte e justo. O peso dos impostos no nosso País absorve e limita o orçamento do brasileiro e emperra os negócios do pequeno, médio e grande empresário, travando o crescimento da economia.  Além disso, os tributos não retornam para a população em forma de prestação de serviços públicos de qualidade.

Temos tributos demais e retorno de menos. Segundo dados do IBPT, o Brasil é o País que oferece o pior retorno dos impostos à população. A constatação veio após pesquisa que avaliou as 30 nações com as maiores cargas tributárias do mundo. O Brasil, com arrecadação altíssima e péssimo retorno desses valores, fica atrás, inclusive, de países da América do Sul, como Uruguai e Argentina.

Por isso, para conscientizar a população sobre a abusiva carga tributária do País, o movimento lojista da capital, promove pela décima segunda vez, o Dia da Liberdade de Impostos. A ação realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e pela CDL Jovem, será na quinta-feira, 24 de maio. Várias empresas venderão produtos e serviços pelo valor sem a incidência de impostos.  E o consumidor poderá comprar roupas, calçados, óculos, cosméticos, móveis, alimentos, gasolina, livre do pagamento de tributos.

É o movimento lojista e toda a população se unindo, pois não aguentam mais tantos impostos. A nossa intenção não é acabar com os tributos. Afinal, sabemos da importância dele para o país. Mas, o Brasil não pode continuar com o atual sistema tributário. Ele é totalmente incompatível com a política adotada pelos países que buscam o fomento do setor produtivo, a melhoria do bem-estar à população e a redução das desigualdades sociais. O que o Brasil precisa e o que os brasileiros esperam é um processo tributário mais simples, que seja sinônimo de desenvolvimento.

 

 

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